Entrevista com a Professora Luciane do Pilar Sartori Ventura

 

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Foto : Professora Nane no aniversário de 70 anos do Padre Wilson (Padre Diretor do Colégio São Vicente de Paulo do ano de 1974 a 2003)

Entrevista realizada pelas alunas : Glaucia, Gabrielle, Deisi, Mônica, Tamires e Larissa do 3ºB

Entrevistador: Qual é seu nome, onde nasceu?

Luciane: Meu nome é Luciane do Pilar Sartori Ventura, nasci em Paranaguá em 1963.

Entrevistador: pode nos contar um pouco sobre sua infância?

Minha época de escola foi muito alegre e criativa, estudei no Colégio Estadual José Bonifácio desde o 5º ano, com o mesmo grupo de amigos, terminamos o ensino médio e daí cada um seguiu o seu caminho.

Entrevistador : Qual foi o curso que você realizou?

Luciane: Esta época foi muito delicada para escolher que curso fazer, qual profissão seguir, pois tinha 15 anos. Fiz alguns testes vocacionais  e decidi  prestar  vestibular para Turismo e Educação Artística e passei na UFPR, conclui a licenciatura curta em 1983 e comecei a dar aulas no Colégio Anjo da Guarda em Curitiba e no Colégio Estadual São Vicente de Paulo, passei dois anos viajando semanalmente até me fixar em Irati. Iniciei dando aulas no curso de  magistério e para o técnico em Contabilidade.

Entrevistador: Como era o Colégio São Vicente na época em que trabalhava?

Luciane: O colégio tinha muitas regras rígidas, mas o Diretor, Padre Wilson, apesar de severo, possibilitava a realização de várias atividades extra-curriculares, eventos, gincanas e uso de espaços escolares para fazer teatro, dança, oficina de pintura, escultura, etc….Nesta época também iniciei no Grupo Musical Snakes, que realizava bailes em muitas cidades, no qual atuei por 12 anos, fiz licenciatura plena em artes visuais, pós graduação em metodologia da arte e em 2011 terminei o PDE.

Entrevistador: Gosta de trabalhar com artes?

Luciane: O ensino da arte na escola é muito gratificante. A arte é uma “manifestação da atividade humana, por meio do qual se expressa uma visão pessoal e desinteressada que interpreta o real ou o imaginário com recursos plásticos, lingüísticos ou sonoros”.

Entrevistador: Como podemos aprender com a arte?

Luciane: Através da experiência artística se desenvolve a imaginação, aprende-se a conviver com o outro, respeitando as diferenças e sabendo modificar a sua realidade.
A arte dá e encontra forma e significado como instrumento de vida na busca do entendimento de quem somos, onde estamos e o que fazemos no mundo.
O ser humano sempre procurou representar, por meio de imagens, a realidade em que vive (pessoas, animais, objetos e elementos da natureza), e os seres que imagina – divindades, por exemplo. As Artes Visuais, desenho, pintura, grafite, escultura, etc. – a literatura, a música, a dança e o teatro, são formas de expressão que constituem a arte.
A arte é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. É um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos.

Entrevistador: Você se arrepende de sua escolha ?

Luciane: Não me arrependo das escolhas profissionais, o aprendizado constante faz parte da vida de todo profissional, atualmente leciono no CEEBJA, para o futuro pretendo me aposentar da escola e continuar envolvida em atividades artísticas e culturais.

Entrevistador: Pode deixar um recado para os leitores do BLOG?

Luciane: O meu recado é que nunca esqueçam que a curiosidade aguça o pensamento, para que que surjam novas ideias e descobertas. Uso a metodologia: ver, saber e fazer. Um abraço, Nane.

 

Um projeto, uma coletividade!

De que forma se constitui um colégio? Neste projeto acreditamos que além de um espaço físico é necessário a tutela de profissionais qualificados e dedicados, tanto na parte pedagógica quanto no âmbito organizacional de sua estrutura, a exemplos dos chamados serviços gerais, todos estão unidos para que o todo prevaleça. De certa forma a visão histórica se assemelha, pois ao entrarmos em pesquisas, analisamos os agentes necessários que atuaram para a construção de um passado, o qual valorizava apenas os principais autores.

Com isso evocamos uma importante corrente histórica, a dita Escola dos Annales, em sua terceira geração, onde surgem com maior ênfase as aplicações de novas fontes, como fotos e entrevistas (CARDOSO, VAINFAS, 1997, cap. 5).

Ressaltamos para esse projeto a colaboração de alunos, professores, acadêmicos do curso de história (participantes do PIBID) e funcionários. Sendo a entrevista uma das principais fontes para a reconstrução histórica, legitimando seu valor e sua importância.

(William Ribeiro “BIG” – bolsista PIBID Unicentro)

Irmão Aloisio Roginski – Colégio São Vicente de Paulo

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Entrevista realizada por Fabiana de Godoy e William Ribeiro, com Irmão Aloisio Roginski e transcrita por Carina Janinski Guesser, aluna do 3º B, referente ao projeto do blog “Reescrevendo o passado: O Colégio São Vicente de Paulo”.

Entrevistador: Como o senhor iniciou como Irmão na congregação e o que o senhor fazia lá?

Irmão: Nos anos 60 que eu saí da casa da minha família, fui para Curitiba, para o seminário estudar e me formar Irmão, então comecei como apostolante. Trabalhei em gráfica, na horta e na Igreja, tocando teclado para o povo cantar nas missas. Só seminário maior naquele tempo era seminário, hoje é chamado de Casa Central. Fui transferido para o seminário de Araucária, lá moravam os alunos, no total moravam no seminário umas 200 pessoas. Tinha o quintal, a catequese, visitas aos pobres e cursos. Eu fazia a noite, porque ainda não tinha o estudo que precisava, era novo ainda, tinha perto de 30 anos.

Entrevistador: Aonde que foi tudo isso Irmão?

Irmão: Em Araucária, região metropolitana de Curitiba. Depois fui transferido para a Paróquia de Inácio Martins aqui perto de Irati. A catequese que é a preparação da criança para a primeira comunhão, era a minha função, eu preparei mais de 100 crianças para a primeira comunhão e também fazia visita às comunidades. Todas as capelas das comunidades que o padre visitava, eu ia junto e ajudava a preparar a comunidade para participar da missa. Tinha curso de batismo, horta, aula no grupo escolar que eu dava, de ensino religioso, tinha um cursinho de música para os seminaristas, curso de crisma. Eu dei porque tinham pessoas que não eram crismadas. A visita aos pobres, no bairro, a gente visitava os pobres bastante e ali tem muita história que “meu Deus do céu” com eles. De Inácio fui transferido e fiquei 6 anos e meio na cidade de Palmas, depois fui transferido para a Paróquia de Itaiópolis, em Santa Catarina, lá eu tocava teclado nas missas para o povo cantar, também dava aula no Colégio Estadual de ensino religioso, naquele tempo ainda tinha.

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Irmão, turmas formadas na catequese para Primeira Comunhão

Entrevistador: Na verdade ainda tem, na 5ª e na 8ª série, é uma aula só.

Irmão: Acompanhei o padre nas missas das comunidades por todas aonde ele ia, nós tínhamos mais de 30 comunidades, capelinhas. Enquanto o padre ia atender confissões ou batismo, eu preparava e ensaiava o canto, lá fiquei um ano só (Paróquia de Itaiópolis, Santa Catarina), senti muito de sair de lá porque dava aula, até tava um dia parado na frente dos alunos, quando eles estavam cantando o hino do Ipiranga e pensei assim comigo: meu Deus do céu, aonde eu me meti, eu nunca pensei em dar aula e ser professor. Outra pessoa acabou entrando e eles entregaram a Paróquia para outros padres, por esse motivo tive que sair de lá, eu fiquei muito sentido, mas o que eu vou fazer? Daí de lá de Itaiópolis fui transferido para Curitiba, em um seminário novo que tinha apenas um ano ou dois que estava funcionando, era dos filósofos, os que faziam faculdade de filosofia, estudavam lá e eu os acompanhava. Lá também tinha horta. Tinha também novena toda quarta-feira na capela, depois da novena de natal com os vizinhos do seminário, novena da campanha da fraternidade. Lá eu cuidava do patrimônio do seminário também, porque chegavam as férias ou algum dia e todos saiam, não ficava ninguém, lá é grande.

Entrevistador: Igual o senhor cuida aqui?

Irmão: Cuido, eu atendo a noite. Por exemplo, no sábado e a noite, o Padre Moacir viaja, não tem ninguém, então eu ligo o alarme e fico sozinho.

Entrevistador: O senhor tem horta aquí?

Irmão: Tem.

Entrevistador: E é o senhor que cuida da horta?

Irmão: Isso, só eu. Quando eu estava no seminário eu tinha ajuda dos alunos, dos filósofos, aqueles do seminário de Araucária, cada dia iam cinco rapazes ajudar, nas quartas-feiras, dia do trabalho todo mundo trabalhava em uma função, sábado ia muita gente ajudar. Eu continuo com o quintal, onde eu fui sempre teve quintais, porque eu já nasci no interior. Então quintal, criação, eu tenho galinhas, ganços e cachorros. E também aqui tenho ensaios em língua polonesa com grupo de cantores na casa da cultura.

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                 Irmão cuidando da orta                                                                                                       Curso de horta em Palmas

Entrevistador: Por quê? O senhor fala polonês?

Irmão: Sim, eu sou descendente, por isso falo mal o português, não sei se você percebeu?

Entrevistador: E o pai e a mãe do senhor?

Irmão: Meu pai e minha mãe só falavam em polonês, eles falavam um pouco em “brasileiro”, mas eles já falavam tudo mais em polonês, polonês como do interior… E também aqui eu fui atacado por abelhas ali em cima numa casa, então os funcionários foram lá para fazer limpeza com máquina e elas se irritaram com o barulho da máquina, daí primeiro veio uma e mordeu, não sei quando ela voltou e veio todo o enxame, atacaram os cachorros, eu perdi dois, um morreu na mão do veterinário e outro sumiu, até hoje não vi.

Entrevistador: Foi ano passado isso?

Irmão: Foi no fim do ano passado, entro nos cabelos e tudo.

Entrevistador: Irmão, antes de a gente continuar, qual o nome inteiro do senhor?

Irmão: Bom, eu como sou batizado e Aloise Rogitski, mas o brasileiro não consegue pronunciar, então enrolaram e ficou Rogiski, só que mudaram meu nome para superior, ficou Irmão Aloisio Rogiski, é ainda mais fácil para o português.

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Entrevistador: Quando o senhor foi lá para o seminário, o senhor falava pouco português?

Irmão: Sim, um pouco falava, então os teólogos e filósofos que tinham lá gostavam de conversar comigo por causa do jeito que eu falava, eles achavam graça, daí conversando eles foram me corrigindo, corrigindo fui aprendendo. A descendência dos meus bisavós era polonesa, meus bisavós por parte de pai viveram a mais de 110 anos,  por parte da mãe não sei se chegaram a 100 anos, mas foram a mais de 90 anos.

Entrevistador: O pai e a mãe do senhor nasceram aqui no Brasil?

Irmão: Sim, aqui no Brasil.

Entrevistador: Mas falavam polonês?

Irmão: Sim, meu nome correto é Irmão Aloisio Roginski, mas se fosse em polonês Aloise Rozejcki.

Entrevistador: E porque o senhor não chegou a ser padre?

Irmão: Porque eu já quis ser Irmão.

Entrevistador: O senhor me disse que usava batina também, não é?

Irmão: Sim, usei durante oito anos. É ordem usar ternos, eu como Irmão não tenho tanta obrigação de usar.

Entrevistador: As pessoas às vezes não sabem disso, criticam que os padres não usam batinas, porque antigamente os padres usavam batinas diariamente.

Irmão: Uma desvantagem da batina, por exemplo, um dia fui de ônibus passear e fiz o ônibus parar, quando ele parou e eu tava descendo pela portinha o vento veio por baixo e empurrou a batina pra dentro do ônibus, quando tava fechando a porta, um pedaço da batina tava lá dentro, imagina que eu ia ser puxado, que perigo, uma outra vez eu entrei numa rua, acho que era na São Francisco pra baixo da igreja, veio aquele vento embalado e encheu, então eu já não gostava muito. Sabe que quando eu tava meio ano de apostolante, no seminário o meu diretor achou uma batina, não sei se era de alguém ou o que, ele trouxe pra eu vestir, se servisse eu ia ficar com a batina, ele veio no quarto e mandou vestir e serviu, então ele disse: você não tira mais essa batina. Eu disse “meu Deus”, como que eu vou andar com esse vestidão? E ele disse: não, você vai ficar com isso, porque se não eu te mando embora, aqui não pode ficar sem batina, daqui em diante você tem que ficar de batina. Foi só meio ano que eu era apostolante e eu andava, eu me acostumei assim, eu usei oito anos, no oitavo ano eu não tava muito querendo deixar de usar pelo menos pra missa, eu ia tocar lá. Então para ir tocar na missa ia de batina, nossa batina era branca.

Entrevistador: O senhor chegou a conhecer o São Vicente quando era seminário?

Irmão: Eu nunca entrei quando tava em casa depois de lá, quando eu fui numa reunião em Campina Verde no estado de Minas Gerais, tinha um Irmão daqui, o Irmão Joaquim, nós somos três províncias aqui, eu de Curitiba, ele do Rio de Janeiro e outros são de Fortaleza, nós tínhamos reuniões de estudos, entre os Irmãos era assim, da minha só fui eu e ele daqui, dai nós nos conhecemos lá. Depois quando eu vim de Curitiba para cá, vim visitar ele aqui.

Entrevistador: O senhor é da mesma congregação do que o Padre Moacir?

Irmão: Sim.

Entrevistador: Como que é o nome da congregação?

Irmão: É São Vicente de Paulo.

Entrevistador: E onde que fica a sede?

Irmão: A Casa Central é em Curitiba. Lá tem o seminário, o instituto de teologia e filosofia e tem a Paróquia São Vicente.

Entrevistador: E essa formação da congregação ela é semelhante? Quem entra depois coloca a batina, como é?

Irmão: Então é assim, tem várias congregações, nós somos da congregação São Vicente de Paulo, o fundador, aí tem os Franciscanos, de São Francisco, tem os Jesuítas, que fundou aquela ordem. Conforme o fundador da ordem são seus estatutos, tem as constituições, os Vicentinos, de São Vicente de Paulo, somos em 51 províncias.

Entrevistador: O São Vicente fazia trabalhos com os pobres também?

Irmão: Sim, ele fazia trabalho com os pobres, depois fundou a Congregação Vicentina para trabalhar nos hospitais com os pobres e os doentes. Olhe o que me aconteceu em Palmas, um japonês plantava batata, tinha muita, um dia eu falei para ele, que este bairro aqui que eu atendia tinha muitos pobres e eles gostam de batata, perguntei se ele podia trazer um pouco desta batata. O japonês me fez uma, trouxe tanta batata e despejou aquele monte, só que depois de duas semanas começou a apodrecer e feder, disseram que iriam dar parte, eu digo que não, “meu Deus do céu”, peguei minha pastinha em baixo do braço e fui a pé lá, disse: quem que dá parte do japonês, depois ele não ajuda nada  e vocês precisam de ajuda. Eu levava o que sobrou de carro, a pé um pouquinho, então alguém de lá que trabalha na prefeitura veio com máquina carregadeira e cobriu aquilo lá. Depois uma senhora que eu fui visitar, dentro da casa era bonito tudo arrumadinho, dessa senhora levei uma cacetada, ela disse: Irmão, nós somos pobres mas não somos “relaxados”, isso ficou marcado para o resto da vida.

Entrevistador: O trabalho que o senhor disse que fez, ele já era feito desde quando o senhor estava no seminário ou só depois que o senhor ordenou?

Irmão: Bom, quanto eu estava no seminário que eu fui me preparar e estudar para ser Irmão, então eu não trabalhava fora, trabalhava mais dentro, então meio ano era apostolante, quando ganhei a batina eu era noviciado um ano, podia ser candidato para Padre, nós fazíamos juntos, o noviciado era estudo dos costumes da ordem da congregação, todos os estatutos, a fundação, tinha muita coisa.

Entrevistador: Aqui em Irati o senhor chegou a estudar em algum colégio, alguma escola?

Irmão: Eu estudei quando era “piá” lá no Rio Bonito, eu estava interno no Colégio das Irmãs um ano, só que eu não me acertei com elas, daí minha mãe me tirou, depois eu entrei em uma escolinha, onde eu estava estudando o segundo e terceiro ano, primeiro ano que eu estava no colégio.

Entrevistador: O senhor lembra em que ano foi isso, mais ou menos ?

Irmão: Anos 60. Já se passou 50 anos.

Entrevistador: O senhor entrou no seminário nos anos 60?

Irmão: Sim, nos anos 60.

Entrevistador: A gente estava no Brasil na época da ditadura militar!

Irmão: Sim, eu ainda vejo muitas coisas na televisão que “meu Deus do céu”. Em 64 que começou a ditadura. Até tinha gente pela rua olhando para o nosso seminário, planejando alguma coisa. Eu tava indo pela rua, sai passear, acho que era um domingo e um político que era bom, não era da ditadura, ele tava de carro, porque ele tava numa reunião, alguma coisa na assembléia, quando ele me alcançou ele me deu carona para onde que eu tava indo e me trouxe até a porta do seminário e disse que ele ia lá ver alguns negócios.

Entrevistador: E em uma missa, o senhor pode só ajudar?

Irmão: Sim, eu não posso rezar a missa, comunhão eu já distribui bastante, só que aqui como eu estou no colégio não na Paróquia eu não mecho com isso, com essa parte. Então, eu dava comunhão, eu levava comunhão para os doentes por todos lugares que eu atuei, principalmente quando estava no seminário dos filósofos, então daqui eu levava comunhão. Numa família que eu fui eles consideravam isso como um padre.

Entrevistador: Então o senhor fez filosofia no seminário?

Irmão: Não, eu não estudei filosofia, mas agora tem que estudar, se for para ser Irmão tem que ter o mesmo estudo do Padre. Agora eu não tive todo esse curso.

Entrevistador: E como Irmão, o senhor segue as mesmas normas que os Padres?

Irmão: Sim, é tudo a mesma coisa. Porque o São Vicente de Paulo formou os Padres e os Irmãos também, só que a nossa província tem mais de 60 Padres, mas Irmãos somos só 3.

Entrevistador: E será que tem Irmã também?

Irmão: Freira, mas é Irmã. Então quando chamam Freira é porque é costume.

Entrevistador: As Irmãs do Colégio Nossa Senhora das Graças são Vicentinas?

Irmão: Sim, tem até fotos lá no cemitério quando a gente entra pelo portão da frente, a direita tem os túmulos das Irmãs, tem três Irmãs que eram da Polônia, mas agora não tem nem Padre nem Irmãs que vieram da Polônia.

Entrevistador: Então Irmão, se o senhor tiver em outro momento uma foto para mostrar para nós.

Irmão: Tem um álbum do trabalho que eu fazia, mas leva mais de uma hora para ver todo o álbum. Eu tenho um de pequenos, só de batismo. Eu dando aula de horta também, e professoras com o carrinho de mão, puxando o adubo orgânico. Também trabalhava na gráfica, eu ajudava na parte que se chamava bloqueagem.

Entrevistador: Onde ficava essa gráfica?

Irmão: Ficava na Casa Central, nos fundos, só que agora não tem mais, imprimia jornal em polonês. O Padre polonês que fazia e distribuía até por Irati, por tudo tinha polonês, eles eram assinantes, outros países também, então ia para a Argentina, para o Uruguai, para o Paraguai, nem que fosse um, dois ou três, mas ia. E para a Itália, a Polônia, França, Paris, muitos lugares assim que me lembro, aqui no Brasil ia por tudo. Quando eu pegava no jornal dobrado já pronto para bater endereço o nome de cada assinante, então era isso que a gente mandava para São Paulo, dava dois ou três pacotes e tudo em polonês.

Entrevistador: E era todo dia esse trabalho, quem tanto fazia todo esse jornal?

Irmão: Dai toda quarta-feira eu trabalhava com jornal, tinha um homem que imprimia. Bom, vou começar pelo Padre, ele era redator do jornal, ele achava o material para montar o jornal, ia para a paginação, da paginação ia para a máquina e cada parte era um funcionário e depois que imprimia passava para mim. Eu tinha uma maquina que dobrava o jornal e outra que eu batia o endereço.

Entrevistador: O senhor trabalhava o dia inteiro ali?

Irmão: Sim, o dia inteiro. Quarta-feira começava antes que era aquele jornal que tem que bater endereço e tinha um velhinho polonês que fazia o pacote, então ele empacotava o jornal e colava o endereço em cima do pacote, depois quando estava tudo pronto o Padre enchia no Jippe, no começo nem carro tinha, naquela época, anos 60. Ele colocava no Jippe e levava no correio, do correio ia para as pessoas. Aqui na paróquia São Miguel ia um pacote porque tinham muitos poloneses de Prudentópolis.

Entrevistador: Por conta de ter muitos poloneses não teve essa questão da língua, de discriminação?

Irmão: Não, aqui no Brasil não era proibido falar polonês. Tinha até aulas em polonês.

Entrevistador: Hoje em dia o senhor faz isso que o senhor falou, lá na Casa da Cultura que o senhor canta?

Irmão: Na Casa da Cultura eu vou tocar teclado, ensino eles a cantar porque eles são descendentes de polonês e não sabem polonês. O mais interessante é que eles me convidaram, pediram para mim ficar, eu pensei que eu ia lá e iria sentar no meio do grupo e cantar, mas não, fui lá e me chamaram para dirigir, eu sou tão pequeno diante das professoras. Tinha advogado, agrônomo, empresários…

Entrevistador: Mas o conhecimento não é pequeno, a vivência e a experiência do senhor, o senhor não é pequeno.

Irmão: Mas eu me sentia assim, o advogado era meu colega na Congregação Mariana antes de ir para o seminário, quando eu era “piá”, de 15 ou 16 anos, nós já nos conhecíamos, daí eu vim aqui e reencontrei ele.

Entrevistador: O senhor gostou do novo Papa? Ele é Franciscano.

Irmão: Sim, ele é da ordem Franciscana, por isso o nome dele é Francisco.

Entrevistador: E tem essa diferença não é Irmão? Os Franciscanos têm um trabalho voltado para outra área. Então os Vicentinos, do São Vicente é para a área da pobreza e os doentes.

Irmão: Mas eles também trabalham com os pobres, os Franciscanos, eu acho que cada ordem de Padre é reivindicada aos pobres. Como diz na Bíblia Sagrada: pobres sempre terá entre vós.

Entrevistador: Tinha algum costume ou alguma coisa que seja específico que o senhor saiba que seja exclusiva da ordem vicentina?

Irmão: Eu não sei como explicar, porque cada congregação ou fundação, ela tem seus estatutos e regras. Agora a diferença de uma congregação para outra é por causa do fundador, conforme ele pediu para seguir… Isso tem uma diferença também, tem Padres que são monges, enclausurados, então esses são diferentes dos outros, eles só ficam rezando e quando uma pessoa chega eles atendem, são enclausurados. Agora os outros se dedicam nas paróquias abertas, trabalham com a comunidade e o interessante daqui de Irati que tem Monges, só que eles são enclausurados também, mas eles tem licença de assumir paróquias e trabalhar, agora tem dessa mesma ordem na Lapa, existe uma casa deles que é mosteiro, eles são enclausurados e não podem andar por aí.

Irmão: Eu acho que preparei para a primeira comunhão mais de 1000 crianças, lá em Inácio Martins eu preparei mais de 100, em Araucária cada ano durante 7 anos eu preparava duas turminhas para a primeira comunhão, e em cada lugar uma quantidade diferente, alguns tinham 40 ou mais. Dei curso de crisma aqui em Inácio Martins e visitas a comunidade. Por onde o Padre passava, lá em Itaiópolis, eu levava o teclado no Jippe, era pequeninho, enquanto ele atendia o pessoal fazendo batizados ou confissões, eu ficava lá fora e fazia o ensaio. Tinha um lugar que a gente chegava que não tinha capela, nem centro comunitário, nada, só na frente da casa de um morador, nós colocávamos uma mesa e preparávamos, assim se rezava a missa ali e vinham muitas pessoas, da colônia assim. Mas hoje já tem capela lá. Então, eu sentava ali fora e vinha em volta de mim um monte de pessoas.

Entrevistador: Mas era um trabalho que agregava as pessoas, uniam as pessoas não é Irmão?

Irmão: Justamente, hoje eu só estou acompanhando esse grupo de cantores, na Casa da Cultura.

Entrevistador: Mas o senhor ajuda aqui também?

Irmão: Nós já tinhamos tres missas e vamos ter dia 25 de agosto missa lá na paróquia de Padres.

Entrevistador: Mas eles vão cantar?

Irmão: Sim, vão tocar e cantar. O Padre polonês vai rezar, ele é lá de Mallet, então nós já fizemos apresentações, cânticos natalinos, duas vezes no clube Polonês, e depois tinha um jantar. Em Palmas, no seminário que também tinha uma horta, as aulas no grupo escolar de ensino religioso, toda a quinta-feira, como a capela era perto do grupo, eu preparava os alunos para cantar no domingo, e tinham moradores que não iam trabalhar só para ouvir os ensaios, eles achavam bonito. Então era assim, nesse grupo ia toda a terça-feira eu dava aula para os maiorzinhos e na quinta-feira era os menorzinhos e tinha bastante gente nesses grupos.

Entrevistador: O senhor também fazia visita, ajuda as pessoas necessitada, isso?

Irmão: Sim, visita aos pobres, então eu levava para os pobres roupas, principalmente no seminário, lá tinham muitos alunos, então o aluno cresceu, a camisa e a calça não serviam mais, eles ajudavam. Tinha uma Irmã que lavava as roupas e passava para mim, eu levava para os pobre, então fazia visitas em todas as famílias que precisavam. E um domingo foi interessante, uma fotógrafa se interessou em ajudar os pobres, ela perguntou se eu precisa de ajuda. Eu digo “meu Deus do céu” tem bastante, então o que ela fez, ela comprava fubá para fazer polenta, feijão, arroz, alguma outra coisa assim, vinha lá no seminário e ia junto à comunidade, a gente fazia assim, para ir lá nos pobres eu marcava a novena, na tal casa vai ter novena, daí enchia de gente na novena, depois tinha a distribuição desses alimentos, por dia eu levava os sacos de batatas, antes do japonês despejar aquilo tudo, as pessoas corriam para dentro da casa de tanta pressa que eles tinham de ganhar batata. Além disso eu benzia casa também, benzia casa por tudo lá. Eu ia benzer famílias também.

Entrevistador: Eram as pessoas que pediam Irmão?

Irmão: Não, era ordem da igreja, depois do natal era um costume da igreja católica de ir benzer as casas e famílias, a gente ia fazer benção de casa daí eu pedi para o Padre, se ele me autorizasse daí eu benzia.

Entrevistador: O senhor acha assim, analisando, desde que o senhor entrou no seminário, houve muitas mudanças na igreja, na religião católica. O senhor veja que hoje temos muitas religiões disseminadas, antes era mais religião católica. O senhor acha que isso é um problema? O que o senhor acha dessas religiões, acha que ajuda ou atrapalha?

Irmão: Bom, um tanto atrapalha, porque até os meus alunos que preparei para a primeira comunhão na catequese, um dia cheguei em um lugar e eles já viraram “crentes” e queriam que eu mudasse e eu disse assim: Jesus diz que bem aventurados são aqueles que perseveram até o fim, deles é o reino dos céus. Meu sobrinho, filho do meu irmão, só por causa de que ele machucou a coluna e não estava conseguindo curar ele passou para “crente”. Meu irmão ficou doido com isso que nossa. E ele é meu sobrinho e o que eu vou fazer?

Entrevistador: A gente tem que respeitar não é Irmão!

Irmão: Eu não sou muito contra, por exemplo, eu me dou bem com o fiscal do cemitério, ele é “crente”, ele é de outra religião, eu chego e converso com ele e até foi interessante eu me lembrar, a gente conversa sobre a Bíblia, mas não discutimos, então eu chego lá e falo o que Jesus diz na Bíblia hoje para nós, então ele me dá uma frase: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Um dia ele chegou e nós estávamos conversando sobre religião e chegou um outro senhor, acho que um empresário, meio bom de cultura, alguma coisa ele entendia e ele entrou na nossa conversa e falou para esse “crente”, vocês não acreditam em Nossa Senhora, e ele disse que não acredita porque para eles é só Jesus e Jesus, mas Nossa Senhora é a mãe de Jesus, então se a tua mãe, alguém não respeitar e não querer bem você fica contente com isso? É claro que não, Jesus também não vai ficar contente se eles desprezam a mãe dele, então é assim. Até novena e tudo fala em nome de Nossa Senhora então daí ele falou não gosto mesmo, daí esse empresário disse: você acredita na cruz? Ele disse não acredito. Daí ele disse abra os braços, e ele fez assim e ele disse, pois veja, você é uma cruz e não acredita em você mesmo?

Entrevistador: Na verdade é difícil a gente discutir isso não é Irmão? Cada um tem uma crença, não dá para a gente discutir, mas eu por exemplo, observo que antes a religião católica, o cristianismo era mais presente na vida das pessoas.

Irmão: Agora uma coisa que aconteceu aqui em Imbituva, um Padre que já morreu, ele fazia enterro com missa, mas teve uma pessoa que morreu e que não frequentava a igreja, não vinha, “então se não comeu macarrão durante a vida, vai comer depois que morreu?” Não tem como, né, daí o Padre não queria rezar a missa para ele, o que tava pedindo, que era da família ficou brabo, deu um tapa no Padre e depois sabe que ele ficou com o braço duro. Até depois tinha um rapaz que era candidato para Irmão que veio de Imbituva e conhecia ele, me contou que diz que ele ficou de cama, ficou passando mal e não ficou bom.

Entrevistador: Na verdade é falta de respeito isso, tem que respeitar.

Irmão: E o Padre é uma pessoa consagrada, ordenada, gente assim ta fazendo um pecado, fica ex-comungado. Eu não sei explicar bem isso.

Entrevistador: Então Irmão, nós vamos ver se o senhor tem mais alguma coisa para nos falar, se quiser pode falar, porque daí nós vamos fazer assim, como eu disse para o senhor, a gente vai escrever no papel tudo o que o senhor disse para nós, o senhor lê e se o senhor gostar e se o senhor permitir a gente vai fazer o trabalho da vida do senhor, porque assim Irmão, a gente ta fazendo um trabalho para guardar a história das pessoas e se o senhor quiser a gente só deixa guardado aqui no colégio.

Irmão: Eu já disse no começo que nunca fiz uma entrevista.

Entrevistador: Mas o senhor acabou de ser entrevistado, acabou de fazer uma entrevista.

Irmão: E ficou boa?

Entrevistador: Ficou ótimo, é isso o que a gente queria, que o senhor contasse a história do senhor.

Irmão: Atualmente o que eu faço é cuidar da horta como sempre, desde criança eu era acostumado na roça porque eu nasci no Rio Corrente, daqui eu fui para o seminário, num dia eu cheguei no seminário terça-feira e quarta-feira de manhã o Padre já me deu cortadeira para trabalhar na horta.

Entrevistador: Então podíamos tirar uma foto, porque a gente quer tirar uma foto com o senhor, para guardar de lembrança, ta bom Irmão?

Irmão: A sim, sim, porque eu tava quase morrendo.

Entrevistador: Ah não, não vai morrer.

Irmão: Problema do coração, eu fui para Curitiba e fiz angioplastia, ainda não adiantou isso e o Doutor me mandou para Ponta Grossa, eu fui lá duas vezes e entrei no “forno”.

Entrevistador: Irmão, o senhor tem algum irmão de sangue vivo?

Irmão: Tenho, eu até encontrei um deles esses dias aqui em baixo, também está mais doente do que eu. O meu irmão era casado com a irmã da Maria do G. Center.

Entrevistador: O senhor tem só ele de irmão?

Irmão: É só ele de irmão que eu tenho, ele mora lá em Imbituva e mais três irmãs.

Entrevistador: Então Irmão, eu queria agradecer ao senhor por dar essa entrevista para nós, em meu nome, nome dos meus alunos, dos meu pibidianos. Eles são pibidianos.

Irmão: Como é teu nome?

Entrevistador: William

Irmão: Bonito nome

Irmão: Eu tinha alunos com o sobrenome Ribeiro e famílias amigas lá de Curitiba, porque eu sai daqui com quase 19 anos e fui para Curitiba, só depois de 43 anos que eu voltei para Irati transferido. Se for bem feito isso aqui, através do meu trabalho que vai ter, já vai ser uma propaganda para os Irmãos, porque não apareceu ninguém para fazer o curso.

Entrevistador: Mas o senhor nunca foi casado?

Irmão: Não, sempre tive essa vocação, eu me sinto consagrado.

Entrevistador: Que bonito Irmão, parabéns então, a gente agradece. Então eu converso com o senhor, eu vou escrever esse trabalho e depois mostrar para o senhor em outro momento.

Irmão: Então, tem um rapaz aqui que estava lá no Rio Grande, são mosteiros, são enclausurados, ele não se sentiu muito bem, estava mais de um ano. Aí ele voltou para a casa e ele veio falar comigo né, só que eu sabia do que se tratava, dai eu expliquei. Foi em outros também, mas ele era assim, não queria seguir isso que já tem, ele só queria seguir o gosto dele, mas assim ninguém se acerta, ninguém pode entrar em uma ordem e não seguir essa ordem assim como ela é, porque tem que ser como é, se não vira bagunça.

Entrevistador: Não dá certo, tem os dogmas, as leis e elas têm que ser seguidas. Tem que deixar a vida particular de lado. Mas então ta bom, obrigada Irmão, queria agradecer, dar um abraço no senhor, obrigada por ajudar a gente.

Irmão: Só desculpe qualquer coisa.

Entrevistador: Foi ótimo Irmão, era isso o que a gente precisava. Mas o senhor está bem no português. Pelo menos nós, no nosso trabalho as conversas, essas entrevistas com pessoas mais idosas são muito importantes, porque não é só universidade que forma e que te traz experiências e conhecimento, as pessoas mais vividas também.

Irmão: Eu só esqueci as datas.

Entrevistador: Mas as datas a gente faz assim, a gente escreve e o senhor vai vendo o que o senhor lembrar. Vamos ver como é que vai ficar. Obrigada Irmão.

Irmão: Eu agradeço também.

Paróquia São VIcente de Paulo, Curitiba, grupo de cantores-mulheres polonesas- decada de 60

Paróquia São Vicente de Paulo, Curitiba, grupo de cantores, mulheres polonesas, década de 60

tocando harmonio

Tocando Harmônio em capela comunitária

Professora Josiane Luisa Kieltyka – Colégio São Vicente de Paulo

ImagemEntrevistadora: Entrevista realizada pelas alunas Caroline, Lucimara, Letícia Carvalho e Renata do 3°B.

Entrevistadora: Qual é seu nome completo?

Josiane: Josiane Luisa Kieltyka.

Entrevistadora: Quando e onde nasceu?

Josiane: Nasci em Curitiba no dia 28 de junho de 1982.

Entrevistadora: Cresceu em Curitiba mesmo?

Josiane: Não, quando eu tinha 5 meses meus pais se mudaram para Rio Azul , então eu cresci em Rio Azul.

Entrevistadora: O que te marcou neste lugar?

Josiane: Creio que a minha infância, minha vida foi toda lá até agora e é um lugar que eu gosto muito de morar.

Entrevistadora: Qual o nome dos seus pais?

Josiane: Do meu pai é Adolfo Kieltyka e da minha mãe é Ines Kieltyka.

Entrevistadora: Eles são vivos?

Josiane: São.

Entrevistadora: Como foi sua infância?

Josiane: Foi muito feliz, gostava muito das atividades que eu fazia quando criança.

Entrevistadora: O que te marcou nessa fase?

Josiane: Creio que as brincadeiras com meus irmãos nós éramos bastante unidos.

Entrevistadora: É casada? Tem filhos?

Josiane: Não, sou solteira e não tenho filhos.

Entrevistadora: Onde estudou de 1° a 4° série?

Josiane: Em Rio Azul mesmo no Colégio Afonso Alves de Camargo.

Entrevistadora: Qual foi sua primeira professora?

Josiane: No prezinho tia Leonice e Laidi, depois 1° e 2° série professora Bernadete.

Entrevistadora: E de 5ª a 8ª série onde estudou?

Josiane: Colégio Estadual Dr. Chafic Cury

Entrevistadora: Onde e quando se formou?

Josiane: Na UNICENTRO em 2009.

Entrevistadora: Teve apoio de sua família?

Josiane: Sim, todo o tempo.

Entrevistadora: Enfrentou alguma dificuldade?

Josiane: Ah com certeza. Todo o período de faculdade eu trabalhava e estudava ao mesmo tempo, foi bastante difícil.

Entrevistadora: Qual foi seu 1º emprego?

Josiane: Em carteira registrada foi como Auxiliar de Produção, mais antes eu trabalhava de babá.

Entrevistadora: O que te levou a escolher essa profissão?

Josiane: Minha mãe sempre teve o sonho de ser professora, e eu cresci com esse sonho dela e que acabou se tornando o meu sonho também. E a língua espanhola era uma língua que eu sempre tive vontade de aprender.

Entrevistadora: E sua mãe é professora?

Josiane: Agora é. Depois de tantos anos ela está fazendo o magistério e se tornou professora esse ano.

Entrevistadora: Qual a profissão de seu pai?

Josiane: Meu pai é marceneiro.

Entrevistadora: Qual a dica para quem pretende seguir essa carreira?

Josiane: Para a carreira de Docente é preciso ter muita vontade, gostar muito, ter muita paciência, dedicação, gostar de ler, estudar bastante porque é um estudo infinito.

Entrevistadora: Como pode destacar seu diferencial?

Josiane: Creio que as atividades dinâmicas fora do livro didático ajudam bastante no incentivo aos estudos.

Entrevistadora: E atualmente, além do São Vicente de Paulo em que escola trabalha?

Josiane: No momento só no São Vicente.

Entrevistadora: Em relação à carreira, o que pretende para o futuro?

Josiane: Pretendo fazer Mestrado, continuar meus estudos e passar no concurso.

Entrevistadora: Como você imagina a educação no futuro?

Josiane: Eu acredito que no futuro tudo melhorará, devemos ter esperança que com certeza, depende de nosso esforço e da ajuda dos pais as coisas melhorarão. Então eu acredito que a educação no futuro estará bem melhor.

Entrevistadora: Quais as mudanças significativas vêm acontecendo na educação brasileira atualmente, em sua opinião?

Josiane: Eu creio que com o incentivo, cada vez mais, do governo a educação segue para um caminho mais justo e correto. É uma mudança significativa já estes programas. Também é muito importante o auxílio que os professores estão tendo, com materiais, com a ajuda da internet, mais também, o melhoramento de alguns livros didáticos poderá ajudar bastante. Os programas de universidade para jovens que não tem condições de pagar uma universidade particular é uma das mudanças que merecem destaque, o projeto jovem aprendiz também, pois para participar o jovem precisa estar estudando e ainda ter bom desempenho na escola.

Professora Ana Luiza Gaspar – Colégio São Vicente de Paulo

Imagem

Entrevista realizada pelos alunos Állisson Lucas Zarpelon, Ana Flávia Malinoski, André Luís Zanlorensi, Jéssica Fernanda Bazílio e Tatiane Kozlik do 3°B

 Entrevistador: Qual seu nome completo?

 Ana Luiza: Ana Luiza Gaspar

 Entrevistador: Em que data e lugar você nasceu?

 Ana Luiza: Nasci em Irati no dia 31 de janeiro de 1962.

 Entrevistador: Nunca sentiu interesse em morar em outra cidade?

 Ana Luiza: Vontade de morar em outro lugar, nunca pensei em mudar, adoro Irati, minhas raízes e  minha vida toda foi construída aqui.

Entrevistador: Desde criança você pensava em ser professora?

Ana Luiza: Não, a profissão de professora surgiu no momento em que terminei a oitava série, hoje nono ano, como tive que escolher algum curso para continuar meus estudos e também as condições financeiras de minha família não permitia que eu fosse cursar uma faculdade fora, então optei por fazer o Magistério, curso profissionalizante que na época estava para se encerrar por falta de alunas, minha madrinha trabalhava no Colégio São Vicente como coordenadora do curso, ela foi até a Escola Nossa Senhora das Graças onde eu estudava fazer uma campanha para incentivar as alunas a cursarem o Magistério, então eu e minhas amigas resolvemos fazer o Magistério, desde o início adorei o curso e foi então que cheguei à conclusão de que havia encontrado o meu caminho profissional.

Entrevistador: Em que escolas você estudou?

Ana Luiza: Estudei o primário na Escola Duque de Caxias, de quinta a oitava série na Escola Estadual Nossa Senhora das Graças e o Ensino Médio no Colégio São Vicente de Paulo, faculdade na antiga FECLI hoje UNICENTRO e minha pós na UEPG.                                       

Entrevistador: Como foi a vida de estudante?

Ana Luiza: Minha vida de estudante teve altos e baixos, alegrias e tristezas, foi marcada por muitas dificuldades a serem superadas no dia a dia, para isso tive muito apoio da minha família e de muitos professores que marcaram minha trajetória escolar, como as professoras Lenita Ruva, Luiza Nelma Fillus, Anízia Zych, Avany Caggiano entre tantos outros.

Entrevistador: Teve alguma matéria especifica que você gostava ou não gostava?

Ana Luiza: Eu adorava Língua Portuguesa e História, lia muito, e não gostava nem um pouco de Inglês.

Entrevistador: Você tem contato com os seus amigos escolares?

Ana Luiza: Sim tenho contato com muitos deles, alguns nos reencontramos através do face book, outros a amizade se solidificou e o contato é frequente.

Entrevistador: Houve algum acontecimento na escola que a marcou?

Ana Luiza: Tiveram muitos acontecimentos, um que marcou muito foi o falecimento da professora Laura em um acidente automobilístico em que todos nós ficamos muito tristes e chocados com o fato. Outro que foi muito importante para mim eram as aulas de Língua Portuguesa da professora Luiza Nelma que elaborava muitas peças de teatro com a gente fazendo com que nós fossemos atores, diretores, coreógrafos e cinegrafistas e também as aulas de História da professora Lenita que nos fazia viajar no tempo e no espaço sem sairmos de nossas carteiras e isso era muito encantador.

Entrevistador: Nós do 3º ano queríamos saber como foi o 3º pra você?

Ana Luiza: O terceiro ano do Magistério para mim foi decisivo para o amadurecimento profissional, na construção dos meus objetivos e de muitas metas que queria conquistar e vencer. Hoje olhando para trás posso dizer com muita certeza que venci e agora posso desfrutar das minhas conquistas tanto profissional como financeira.

Entrevistador: Teve dificuldade em decidir a faculdade que iria fazer?

Ana Luiza: Não, como já tinha minhas metas traçadas foi fácil decidir pelo curso de Pedagogia, apesar de muitos dos meus professores acharem que eu deveria cursar Letras pelo fato de gostar muito de ler, descartei uma vez que eu não gostava da disciplina de Língua Inglesa.

Entrevistador: Como surgiu a vontade de estudar pedagogia?

Ana Luiza: Como eu estava decidida a seguir carreira como professora tive certeza que o curso de Pedagogia me daria um suporte acadêmico mais aprofundado para a profissão que eu resolvi seguir.

Entrevistador: Conseguiu passar facilmente no vestibular?

Ana Luiza: Iniciei meus trabalhos profissionais ministrando aula no interior do município de Irati e por esse motivo não prestei vestibular no ano seguinte ao ter me formado no Magistério, a distância era longa passava a semana na localidade onde assumi pelo município e na época não havia transporte escolar, só pude então prestar vestibular somente no ano seguinte quando fui transferida para localidades mais próximas a cidade, fiz o vestibular e passei em segundo lugar no curso de Pedagogia e em quarto lugar da faculdade.

Entrevistador: Onde cursou a faculdade?

Ana Luiza: Na antiga FECLI hoje UNICENTRO

Entrevistador: Você atuou em alguma outra profissão antes de se formar?

Ana Luiza: Na minha adolescência trabalhei como secretária de um advogado onde tive a oportunidade de ler muitos livros e como educadora de crianças carentes em um projeto do município na época CEMIC nesta época já cursava o Magistério.

Entrevistador: E você teve algum incentivo para seguir essa profissão?

Ana Luiza: Sim tive o incentivo de alguns professores os quais mais tarde se tornaram para mim modelos a serem seguidos e também das minhas tias que eram professoras e muito me incentivaram.

Entrevistador: Passou por dificuldades na faculdade?

Ana Luiza: Passei por muitas, principalmente financeiras, na época a faculdade era paga e eu recebia salário mínimo como professora do município, encontrava muita dificuldade para pagar as mensalidades da faculdade, como na vida a gente encontra anjos nessa época encontrei dois que muito me ajudaram e conseguiram bolsas de estudo com as quais pude iniciar e terminar a faculdade. Sou muito grata a estes anjos que muito me ajudaram. No último ano do curso de Pedagogia passei no concurso do Estado, como fui bem classificada pude escolher onde assumir meu padrão o que aconteceu na Escola João de Mattos Pessôa onde eu já trabalhava, então pude continuar na mesma escola e com a mesma turma de terceiro ano em que eu já era regente.

Entrevistador: Já fez alguma pós, mestrado ou doutorado?

Ana Luiza: Sim fiz especialização em Latu Sensu – Alfabetização na UEPG através de uma bolsa de estudos proporcionada pelo governo do Estado do Paraná.

Entrevistador: Você se sente realizada com essa profissão, ou pensa em trabalhar em alguma outra?

Ana Luiza: Sim, sou uma pessoa realizada profissionalmente e tudo que possuo foi conquistado através da minha profissão. Hoje estou aposentada e pretendo fazer trabalho voluntário.

Entrevistador: Fale-nos de como foi quando você começou no São Vicente.

Ana Luiza: Depois de trabalhar muitos anos, na Escola Irmã Helena Olek, fui convidada para trabalhar no Núcleo Regional de Educação, nessa mesma época o Governo do Estado chamou de volta os professores concursados que prestavam serviços ao município, como meu concurso era para ministrar aula de primeira à quarta série e eu possuía a formação de Pedagoga então eu deveria assumir em uma escola do estado na Equipe Pedagógica, como estava trabalhando no Núcleo resolvi lotar meu padrão no Colégio São Vicente que na época tinha vaga para 40 horas que era meu padrão, não assumi imediatamente, levei dois anos para assumir o meu padrão no Colégio para mim foi uma experiência nova, até então eu só havia trabalhado com crianças e trabalhar com adolescentes para mim seria um novo desafio, fui muito bem recebida pela direção, professores, funcionários e especialmente pelos alunos, muitos deles foram meus alunos no Ensino Fundamental e foi muito bom reencontrá-los muitos anos depois. Foi um período de muito aprendizado onde aconteceram muitos erros e também muitos acertos e através desse trabalho posso assegurar que cresci muito como ser humano e sou muito grata por isso.

Entrevistador: São Vicente era um bom colégio para se trabalhar?

Ana Luiza: Sim, muito bom e principalmente se tinha liberdade e apoio para resolver as diversas situações que se apresentavam, e com certeza sei que deixei amigos muito especiais.

Entrevistador: Quais outros colégios você trabalhou? Fora o São Vicente?

Ana Luiza: Iniciei na Escola Rural do Cerro da Ponte Alta, depois na Escola Rural Caratuva I, em seguida na Escola Rural da Serra dos Nogueiras, nessas escolas trabalhei somente por alguns meses depois foi transferida para a Escola João de Mattos Pessôa escola essa que deixou muitas saudades e alunos inesquecíveis assim como um aprendizado profissional enorme. A Escola Municipal Irmã Helena Olek também foi especial em minha vida, Núcleo Regional de Educação e o São Vicente de Paulo foi onde fiz o Magistério e encerrei minhas atividades profissionais.

Entrevistador: E o que a levou a dar aula no nosso colégio?

Ana Luiza: Na hora de escolher foi à proximidade de minha casa, o fato do meu padrão ficar em um só estabelecimento educacional, e ter a oportunidade de uma nova experiência profissional trabalhando com adolescentes.

Entrevistador: Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar nesse colégio?

Ana Luiza: Meu trabalho era mais burocrático, técnico, trabalhava muitas vezes como mediadora nos conflitos que surgiam entre professores, alunos, pais, direção. As desvantagens desse trabalho é que muitas vezes os procedimentos adotados, desagradavam um dos lados que estavam envolvidos no conflito e as decisões tomadas não eram muito bem compreendidas. A vantagem era a liberdade para se tomar decisões e o apoio que recebia da direção e dos colegas de trabalho.

Entrevistador: Esta profissão às vezes é desgastante para algumas pessoas. Quando você termina um dia de trabalho, você sai insatisfeita e cansada ou animada?

Ana Luiza: Na maioria das vezes satisfeita, em outros momentos frustrada com a sensação de poderia ter muito feito mais, outras vezes cansada isso variava muito de dia pra dia. Eu sempre dizia que nenhum dia é igual ao outro cada dia é um novo capítulo da nossa história e sempre vinha acompanhado de um novo aprendizado.

Entrevistador: Como é que você mantém seu relacionamento com alunos que apresentam dificuldades ou até mesmo desinteresse?

Ana Luiza: Como eu não trabalhava diretamente com a sala de aula, quando os professores traziam algum problema com aluno sendo por falta de interesse ou por dificuldade de aprendizagem procurava conversar com os alunos, falar com os pais, mediar os conflitos que surgiam, tentava incentivá-los e ajudá-los da melhor maneira possível para que os mesmos pudessem ampliar seus horizontes e objetivos na vida, isso se referindo aos alunos do Ensino Médio. Quando trabalhava com os pequenos no início e durante muitos anos da minha carreira como professora procura sempre trabalhar de maneira criativa e diferenciada para que eles se desenvolvessem globalmente não somente acadêmica.

Entrevistador: A sua profissão influência na família?

Ana Luiza: Tenho certeza que sim, meus irmãos são todos professores.

Entrevistador: Arrepende-se de ter feito algo no passado?

Ana Luiza: Não, tenho certeza que tudo que fiz foi sempre pensando no bem estar de cada um dos alunos que passaram pelas minhas mãos muitas vezes no momento algumas atitudes não foram bem compreendidas. Com certeza com o amadurecimento muitos puderam perceber que eu tinha razão em ter tomado certas decisões.

Entrevistador: Quais os seus planos para o futuro?

Ana Luiza: Agora quero dar um tempo para descansar e depois quem sabe fazer algum trabalho voluntário.

Entrevistador: O que você diria pra quem quer seguir nessa mesma carreira?

Ana Luiza: É uma carreira emocionante, que deve ser trabalhada com muita paixão e dedicação.

Entrevistador: No seu ver, qual é a importância do professor para a sociedade?

Ana Luiza: O professor é de suma importância para a sociedade desde a antiguidade pelo seu papel na formação do cidadão. Certas coisas só se aprendem na escola, com a mediação de um ser mais experiente: o professor. Os professores são como mestres que levamos pela vida afora, que nos ensinaram o saber da vida em um quadro de giz.

Entrevistador: Deixe uma mensagem

Ana Luiza: Aos meus colegas professores:

Ser professor hoje é viver o seu tempo com sensibilidade e consciência, precisa saber lidar com as diferenças, ter flexibilidade e ajudar o seu aluno a refletir, é ser um emancipador do saber. 
O professor é um parceiro de visão e experiência na construção do conhecimento, assumindo o seu papel de promotor, orientador, mediador, motivador e gestor da aprendizagem, deve ser fonte de motivação para o aluno. Como promotor da aprendizagem, facilita o acesso aos dados e informações, ao conhecimento acumulado pela sociedade, orientando, executando e avaliando eventos, experiências e projetos, para que ocorra a construção do conhecimento. 

A sociedade e, principalmente, o poder público devem se convencer de que necessitam de professores bem preparados e capacitados para que a educação melhore. 
A humanidade precisa de educadores com visão emancipada, que possibilitem transformar as informações em conhecimento e em consciência crítica, para formar cidadãos sensíveis e que busquem um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. 

Aos alunos:

“A sabedoria não se transmite, é preciso que nós a descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar e que ninguém pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas.” Marcel Proust.

 

 

Professor Claudiney dos Santos Herthel – Colégio São Vicente de Paulo

Entrevista realizada pelos alunos: Eduardo, Joel, Lucas D, Lucas O, Tales e Lilian do 3°C

Entrevistador: Qual é seu nome?

Professor Claudiney: Claudiney dos santos Herthel.

Entrevistador: Você é natural de que cidade?

Professor Claudiney: Rebouças.

Entrevistador: Sempre morou em Rebouças?

Professor Claudiney: Morei um tempo em Irati, Campo Mourão, Mallet e agora voltei pra Rebouças.

Entrevistador: Como era sua vida durante a infância?

Professor Claudiney: Rebouças era uma cidade bem pacata, é uma cidade de primeira, todo mundo conhece todo mundo então por ser voltada pra agricultura seria mais simples, talvez assim ate a questão de escola e a onde a gente se criou, foi bem massa minha infância.

Entrevistador: Você é formado em?

Professor Claudiney: Educação física.

Entrevistador: Em que ano se formou?

Professor Claudiney: 2006

Entrevistador: Em que colégio você estudou?

Professor Claudiney: O fundamental do pré a quarta foi no são José, de quinta a oitava foi no Maria Egnasce e o ensino médio foi no Júlio Cesar em Rebouças.

Entrevistador: Por que você optou por essa área?

Professor Claudiney: Um dos motivos pelos quais eu fiz educação física foi que em Rebouças quando eu estudava no fundamental, tinha escolinha de handebol e eu sempre jogava essa modalidade ate em jogos, por exemplo, da juventude,  escolares, da primavera, e esse foi um dos motivos de eu fazer educação física.

Entrevistador: Por que você escolheu essa área de licenciatura?

Professor Claudiney:Fiz faculdade na uniguaçu, sou formado em licenciatura e bacharelado, entre as duas áreas eu posso trabalhar, a licenciatura é uma forma de ensinar eu acho que na escola em si eu particularmente parti para essa área mais pelo contato, de você pega na alfabetização e também você pega desde o inicio desde as modalidades, os fundamentos e assim por diante que é uma alavanca, para qualquer matéria tem o seu fundamento e na educação física não é diferente, de agente partir de um principio desde os alunos do fundamental você pega todas as modalidades desde o inicio isso que eu acho interessante passar para os alunos.

Entrevistador: Como foi a primeira vez que você começou a licenciar?

Professor Claudiney: Eu trabalhei no magistério de primeira a quarta serie, fui professor do terceiro ano durante um ano ai que eu vi que eu queria ser professor de educação física até antes de me formar eu trabalhei em outras áreas não na educação, mas as minhas primeiras aulas foram em Mallet já pelo Estado foi em uma escola que eu tenho uma admiração até hoje, o pessoal que trabalha lá, a forma de ensino lá é a mesma mais assim, a acolhida que eu tive na primeira estância que eu fui trabalhar com educação, me marcou bastante a acolhida.

Entrevistador: Há quanto tempo atua na área de educação física?

Professor Claudiney: Seis anos no estado mais desde quando eu trabalho nessa área desde quando eu entrei na faculdade no primeiro ano comecei a trabalhar com recreação então eu trabalhei em 2003, 2004, em Dorisom aqui mesmo em Mallet, 2005, 2006, eu fui pra termas de Jurema e trabalhei com recreação isso durante quatro ou cinco anos enquanto eu era acadêmico.

Entrevistador: Qual é a diferença daquilo que você estudava ate hoje?

Professor Claudiney: Mudou a questão da educação, eu acho que a informação tá muito rápida tá muito cara, antes a gente não tinha tanta informação o acesso aos meios de comunicação eu acho que tá muito aflora pras crianças e ai que é a dificuldade ,por que a gente presencia alunos que estão ai diariamente acessado a internet você já vê que não tem tanto interesse pra prática de educação física, na minha época não, nos tínhamos a obrigação de fazer educação física hoje em dia não, hoje os alunos já sabem das leis você não pode obriga, você tem que tenta fazer com que ele participe de forma que ele saiba o beneficio que esta fazendo pro corpo dele essa que é uma das ideias.

Entrevistador: Quando começou a dar aulas aqui no são Vicente?

Professor Claudiney: Esse é meu segundo ano

Entrevistador: Porque resolveu trabalhar aqui?

Professor Claudiney: Uma por opção, que Irati tanto o são Vicente quanto outros colégios que conhecemos por aqui, o corpo docente é diferenciado aqui no colégio o que eu vejo bastante, é que a parceria é muito grande tanto dos professores quanto da direção a ajuda é muito grande, então assim o são Vicente eu posso dizer que é um dos colégios mais acolhedores aqui de Irati.

Entrevistador: Qual é a sua relação com os alunos daqui do colégio?

Professor Claudiney: Muito boa, eu admiro muito tem muitos alunos que a gente se encontra na rua agente conversa troca uma ideia, muito boa e eu tenho uma consideração muito grande pelos alunos daqui.

Entrevistador: Na sua visão como você vê o colégio são Vicente?

Professor Claudiney: O são Vicente na época que eu estudei o ensino médio ele tinha o conceito do colégio são Vicente e o tempo foi passando foi mudando, mas hoje são Vicente tem uma força muito grande porque é um dos primeiros colégios de Irati, até desde quando foi dos padres ainda e depois que virou para o estado mais assim a visão que não só os professores mais a comunidade tem em relação ao colégio é uma presença enorme aqui no são Vicente.

Entrevistador: Antes de ser professor você teve outra profissão?

Professor Claudiney: tive, fui bar man, recepcionista, trabalhei em mercado. Eu era novo queria trabalhar, tinha que trabalhar, exerci varias funções em diversos setores que não tenho lembranças de como era antigamente e de como é hoje, mas eu não me arrependo de nada que eu fiz, hoje já sou profissionalmente independente.

Entrevistador: Pretende parar de dar aulas? Se parar tem alguma outra profissão que pretende exercer?

Professor Claudiney: Não, eu acho assim que o pouco que eu possa contribuir para educação é o que tá valendo, eu já dediquei quantos anos pra educação e eu acho que não tenho por que parar, e automaticamente quando você se forma na faculdade algum ramo você tem que ingressa, e na educação como professor é o que eu quero fazer e vó até o final.

Entrevistador: Qual é a importância da educação física para você?

Professor Claudiney: Hoje a importância maior que eu tento passar pros meus alunos é a importância do exercício da atividade física, melhoramento físico melhoramento em todos os sentidos mais assim atividade, alguma atividade extra com relação ao esporte. Eu sempre faço um comparativo o que é o sedentarismo e o que é uma pessoa preparada então eu sempre tento propiciar isso, a visão da importância da educação física pra que você tenha a saúde acima de tudo.

Entrevistador: Você poderia deixar uma mensagem pros alunos aqui do São Vicente:

Professor Claudiney: Eu queria agradecer a todos os professores alunos colaboradores e funcionários e saber que a gente tá aqui com o prazer de ter e ser um dos membros dos professores do São Vicente e os alunos do terceiro a gente torce pra que todos tenham seu objetivo alcançado que é prestar o vestibular e entrar em uma faculdade, e qualquer coisa agente tá ai pra qualquer tipo de conversa.