Entrevista do pessoal do Terceirão B /2014 com Sebastião de Freitas Junior.

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Nome:
Sebastião de Freitas Junior .
Idade:
35 anos.
Onde nasceu e passou a infância ?
Nasceu em Guarapuava e morou lá ate os 9 anos , quando veio morar em Irati .
Em qual série começou a estudar no Colégio São Vicente de Paulo ?
Estudou no colégio 2 anos , na 8ª série e no 1º ano do Ensino Médio .
Porque foi estudar no São Vicente ?
Foi estudar lá pois , quando chegou na cidade sua mãe perguntou para conhecidos , qual era um colégio bom ,conhecido , um colégio bom para seus filhos mais velhos . E alguns anos depois ele também começou a estudar no colégio, por que seus irmãos já tinham estudado ali e tinha a maioria dos amigos estudando lá também.
O que mais marcou na passagem pelo colégio ?
Entre os professores foram o Agnaldo e o Itamar , pois eram os mais tranquilos, com quem mais conversava, e com os amigos , lembra-se de brincar em um salão onde agora é o refeitório , que não era usado , o qual ele e seus amigos usavam todos os dias no recreio e depois da aula para jogar bola só de meia, por causa dessas brincadeiras chegavam em cãs por volta de 12horas e 30 minutos . E gostava muito de estudar no colégio , foi uma fase de sua vida onde se divertiu bastante com seus amigos. Na época era o padre Wilson Beloni mais conhecido pelos alunos como beronha, o qual era muito amigo dos alunos e também jogou os jogos escolares dois anos na modalidade de futsal, com o professor Cajão.
Em qual período estudava ?
Estudou pela manhã sempre com seus amigos.
O que fez após o colégio ?
Quando saiu do São Vicente, começou a trabalhar junto com seu pai na Papelaria Freitas, onde trabalha atualmente.
Colocaria seu filho para estudar lá ?
Colocaria sim, pois é um colégio bom , com bom ensino, boa estrutura, e para o ensino ser bom depende do empenho dos alunos e professores, se os dois tiverem querendo ensinar e aprender , tem tudo para ser cada vez melhor e uma oportunidade muito grande para entrar em uma universidade.

Entrevista com Gabriel Bastos pelas alunas Joyce, Bruna, Helena, Sabriny e pelo aluno Alessandro do 3A / 2014

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Entrevistador: Qual seu nome e idade ?

Gabriel: Gabriel Bastos de Freitas, 18 anos.

Entrevistador: Onde você nasceu ?

Gabriel: Em Curitiba, Paraná.

Entrevistador: Fale um pouco sobre sua infância.

Gabriel: Não era muito legal, não tinha muito o que fazer, morava num condomínio, em um bairro movimentado, e por ser pequeno não podia sair pra rua, dentro do condomínio tinha uma praça e uma quadra, era ali que eu e os outros moradores “brincavam” . O lado bom da minha infância foi que eu viajava muito, tanto pra visitar familiares, passear ou até mesmo acompanhar meu pai no emprego dele.

Entrevistador: O que mais te marcou ?

Gabriel: Quando vim pra Irati, no começo achei ruim, porque era acostumado vim pra cá apenas pra passear, ficar uns dias, uns final de semana, não conhecia praticamente ninguém além dos familiares, mas logo fiz muitas amizades, tanto no colégio quanto fora dele, aprendi coisas boas e coisas ruins que cidade pequena tem em diferença da cidade grande. Em pouco tempo não sentia mais falta da vida na Capital, aprendi a gostar da moradia aqui.

Entrevistador: E Quando veio para cá onde estudou ?

Gabriel: Estudei no Francisco Vieira de Araujo, da 2ª a 4ª série.

Entrevistador: E depois que saiu de lá ?

Gabriel: Fui para o Pio XII, onde conclui o ensino fundamental. Colégio onde conheci muitas pessoas, mas ainda menos do que no São Vicente, onde terminei o ensino médio.

Entrevistador: Gostava de Estudar no São Vicente ?

Gabriel: Sim, com toda certeza foi o colégio que mais marcou. E isso envolve tudo, a entrada no colégio, professores, aulas chatas e boas, jogos escolares, conquistas, amizades, e por ai vai, até chegar na formatura, que até então é o momento mais esperado do aluno, mas depois de um tempo, você sente falta do que o colégio envolve, principalmente das pessoas que faziam parte do seu dia a dia.

Entrevistador: E depois você fez algum vestibular ?

Gabriel: Não, vestibular, faculdade, isso não me interessou muito, mesmo eu sabendo que isso vale muito.

Entrevistador: Mas se fizesse, o que gostaria ?

Gabriel: Engenharia Ambiental. Foi o que mais me chamou a atenção, mas eu não levei isso muito a frente.

Entrevistador: Deixe uma mensagem ou um recado.

Gabriel: ” Assim como um dia bem aproveitado proporciona um bom sono, uma vida bem vivida proporciona uma boa morte.” – Leonardo da Vinci, pense nisso e aproveite a vida !

Entrevista com o Professor Claiton Langner

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Entrevista realizada pelas alunas: Angela, Jaqueline, Joana e Vanessa do 3°A.

Entrevistador: Qual seu nome, onde nasceu?
Claiton: Meu nome é Claiton Langner, nasci em Irati-Pr.
Entrevistador: Pode nos contar um pouco sobre sua infância?
Claiton: Sempre falo as pessoas que tenho uma boa memória. Lembro de coisas do dia-a-dia, de quando eu tinha 3 anos de idade. Gostava muito de brincar na rua com meus amigos do bairro e meus primos. Esconde-esconde, polícia-ladrão, bete-ombro eram as mais comuns que eu brincava, mas as que eu mais adorava era se embrenhar no ´´Mato da Santa“, andar nos trens da estação ferroviária, apagar os contadores de energia elétrica das casas e soltar bombas. Nunca tive dificuldades de fazer novas amizades e por isso, na minha infância eram mais de 30 amigos aterrorizando a vizinhança.
Entrevistador: Onde começou a estudar?
Claiton: A pré-escola bem como todo meu ensino fundamental (1°grau) estudei na Escola Estadual Nossa Senhora das Graças.
Entrevistador: Porque escolheu cursar Geografia?
Claiton: A decisão pelo curso de Geografia Licenciatura Plena foi principalmente pelo fato do curso ser oferecido no período noturno, na Unicentro Campus de Irati. Outro fator que me levou a graduar Geografia foi pelo tratamento que recebi do meu professor do 3° ano do ensino médio, professor Silvestre, o qual tinha uma cicatriz no rosto, ocasionado por queimadura. Toda a classe cometia bullying com o mestre. Por ele me dar atenção e ser muito gentil comigo eu ficava com pena de professor, dessa forma interagia com a sua aula, onde acabei me interessando por essa ciência.
Entrevistador: A partir de quando decidiu exercer a profissão e por quê?
Claiton: Comecei a lecionar em maio de 2008, numa escola em Curitiba, cidade a qual trabalhei dando aulas por seis anos, em diferentes escolas, modalidades de ensino e´´clientela“.
A decisão por dar aula, foi por não ter especialização em outra profissão, uma vez que eu já era graduado em Geografia e também pelo meu rendimento financeiro do último emprego não ser satisfatório a mim.
Entrevistador: Desde então não se arrepende de suas escolhas? Gosta de lecionar?
Claiton: Nunca me arrependi. Gosto de lecionar para o Ensino Médio e EJA.
Entrevistador: Algum dia já pensou em abandonar a profissão de professor?
Claiton: No início pensava todos os dias. Eu não tinha modos com o tratamento para com os alunos. Irritavam-me muito e o desgaste era grande demais. Via-me como Arnold Schwarzenegger em Um Tira no Jardim de Infância.
Entrevistador: Você estudou no São Vicente e agora como professor quais as melhoria você acha que poderiam ser feitas?
Claiton: Maior empenho do corpo de docente e direção, bem como dos educandos, para a realização de aulas a campo. Criação de um laboratório de geologia e ciências humanas. A volta das festas escolares, envolvendo a comunidade, como festas e gincanas.
Entrevistador: Como era o colégio São Vicente na época que você estudava?
Claiton: O sistema era rigoroso, quase militar, imposto pela direção de Silvestre, excelentíssimo, saudoso, magnífico, honrável, amabilíssimo, o grande Senhor de todas as coisas Padre Wilson. No final da década de 90 e início dos anos 2000 os muros começaram a ser levantados, a quadra poliesportiva não era coberta e realizávamos as aulas de educação física no campo de futebol. Algumas figuras da escola me alegravam bastante, como a Terezinha e o queridão do Padre Motta. Havia alguns professores que me adoravam muito, muito, mas muito longe deles, os nomes de tais não podem ser revelados.
Entrevistador: Desde sua infância no colégio, teve algo que marcou algumas coisas especiais?
Claiton: O que mais me marcou foi às belíssimas e bem urdidas palavras de Padre Wilson ´´ Langner, Langner, você não tem mais solução. Para mim, você está morto, enterrado e apodrecido“. Essas palavras, que soavam como lamúrias aos meus frágeis ouvidos, foram desferidas logo após eu entrar atrasado, no meio da segunda aula. Quando eu provocava a Terezinha, na escada do hall do colégio, e todos os alunos riam. Quando o Padre Wilson tentou me colocar for da escola por eu ter quebrado uma cadeira. Mas não só de coisas sérias como as já citadas eu tenho como especiais. O companheirismo dos meus colegas, cujo comportamento parecia ser mais próximo de adultos e não como de muitos adolescentes que mais parecem crianças, algumas delas selvagens. Como já descrevi as festas juninas, gincanas e corrida de motocross são pontos positivos que levo com muita alegria na minha memória.
Entrevistador: Pode deixar um recado para os leitores do BLOG?
Claiton: Já é chegada a hora, onde o caminho se bifurca. Decisões devem ser tomadas com muita cautela, pois vocês serão aquilo que pensarem e escolherem. A montanha é alta, a escala é árdua, só os grandes conquistam o topo. No trajeto algumas pessoas podem se soltar e vocês devem se agarrar com muita força para não cair. Se cair não desista, olha para cima e coragem, pois nessa vida, nada é fácil e muito menos por acaso. Acredite em você pense positivo sempre, que logo estará no alto da montanha.
(Um grande abraço a todos!)
Claiton Langner